Mais de 150 géis íntimos, lubrificantes e extratos energéticos tiveram a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso proibidos no Brasil. A decisão foi publicada na última quarta-feira, 25, no Diário Oficial da União, por meio da Resolução RE nº 703/2026, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao todo, 167 produtos fabricados pela empresa Marcos Marciano Wagner EPP foram atingidos pela medida. A determinação prevê o recolhimento imediato dos itens em todo o território nacional.
Segundo a Anvisa, parte dos produtos estava irregularmente classificada como cosmético, apesar de possuir indicação de uso íntimo ou interno — categoria que exige registro sanitário específico e avaliação técnica mais rigorosa de segurança e qualidade. Sem essa autorização adequada, os itens não passaram pelos critérios obrigatórios exigidos para produtos de aplicação em mucosas.
Quais os riscos?
Produtos íntimos sem registro podem conter substâncias não autorizadas, concentrações inadequadas ou componentes irritantes. O uso pode provocar:
• irritações e ardência
• reações alérgicas
• inflamações locais
• desequilíbrio da microbiota vaginal ou peniana
• infecções secundárias
• lesões químicas nas mucosas
Em casos mais graves, o uso de substâncias inadequadas pode facilitar fissuras na mucosa, aumentando o risco de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.
Entre os nomes comerciais listados estão produtos das linhas Secret Love, Black Ice, Hot Ice, Kama Sutra, Turbo Gel e Uzempica, entre outros.
A lista completa dos itens proibidos está disponível na publicação da Resolução RE nº 703/2026, no site do Diário Oficial da União.
Com a publicação da norma, a comercialização e divulgação desses produtos ficam suspensas imediatamente em todo o país.
Especialistas ainda reforçam que produtos de uso íntimo devem sempre possuir registro ou notificação regular junto à Anvisa, informação que pode ser consultada no próprio site da Agência.