O ambiente familiar exerce um papel determinante na formação de hábitos de consumo de substâncias psicoativas entre jovens. Uma pesquisa recente, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revela que o uso de álcool e drogas pelos pais influencia diretamente o comportamento dos filhos, aumentando as chances de desenvolvimento de dependência química na vida adulta.
Influência direta: O estudo aponta que o comportamento dos pais serve como modelo, moldando a percepção dos filhos sobre o risco das substâncias.
Fator de risco: Filhos de usuários têm maior predisposição biológica e social para o consumo precoce.
Dados da pesquisa: O levantamento utilizou metodologias de análise comportamental para cruzar dados de herança genética e exposição ambiental.
Prevenção: Especialistas defendem que intervenções familiares são mais eficazes do que abordagens focadas apenas no indivíduo.
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O estudo destaca que a exposição doméstica ao consumo de substâncias não se limita apenas ao exemplo visual, mas também à facilidade de acesso. Segundo os pesquisadores, a normalização do uso de álcool em celebrações familiares, por exemplo, pode reduzir a barreira de percepção de perigo entre os adolescentes.
O papel da genética e do ambiente
A análise técnica reforça que a vulnerabilidade é multifatorial. Embora a carga genética tenha peso, o ambiente “permissivo” ou de “negligência” potencializa os gatilhos para o uso abusivo. A pesquisa foi conduzida com rigor acadêmico, ouvindo grupos de controle para isolar variáveis socioeconômicas.
“A prevenção eficaz deve ocorrer por meio de um diálogo aberto e da mudança de comportamento dos tutores, que são os primeiros referenciais de segurança do jovem.”
Pesquisadores da Fapesp
Com informações da Agência Fapesp