Levantamento aponta que vegetarianos têm menor probabilidade de chegar aos 100 anos

Pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Loma Linda revela que, embora vegetarianos vivam mais que a média, eles possuem menor probabilidade de alcançar a longevidade extrema em comparação com quem consome carne moderadamente

Casal vegetariano ou vegano
Foto: Freepik

Por décadas, a dieta vegetariana foi amplamente associada a uma vida mais longa e saudável. No entanto, um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Loma Linda, na Califórnia — região conhecida como uma das “Zonas Azuis” de longevidade mundial —, traz uma nuance importante a esse debate. Segundo a análise, embora os vegetarianos tenham uma expectativa de vida superior à da população geral, eles são menos propensos a alcançar a marca dos 100 anos do que se imaginava

  • Estudo acompanhou quase 90 mil participantes para analisar o impacto da dieta na expectativa de vida.

  • Vegetarianos apresentam menor risco de doenças crônicas, mas enfrentam barreiras biológicas para atingir o centenário.

  • Pesquisadores apontam que o consumo moderado de carne pode fornecer nutrientes essenciais para a resistência do organismo em idades avançadas.

  • O estilo de vida global, e não apenas a restrição alimentar, continua sendo o fator determinante para a saúde na velhice.

anteriormente.

A pesquisa acompanhou 88 mil voluntários e observou que a ausência total de carne no cardápio reduz, de fato, a incidência de diabetes e doenças cardíacas. Contudo, quando o foco é a longevidade extrema, os dados sugerem que consumidores moderados de carne podem ter uma vantagem adaptativa. A hipótese é que nutrientes específicos encontrados em proteínas animais desempenham um papel crucial na manutenção da massa muscular e da densidade óssea em idades muito avançadas.

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Fatores biológicos além do prato

O estudo levanta questões sobre os limites da restrição alimentar. Para os cientistas, o equilíbrio parece ser a palavra-chave. O consumo de carne em pequenas quantidades, aliado a uma base vegetal sólida, pode oferecer o suporte metabólico necessário para enfrentar o declínio natural do organismo após os 90 anos.

“Os vegetarianos vivem mais, mas a probabilidade de se tornarem centenários não é superior à de quem mantém uma dieta onívora equilibrada.”

A conclusão dos especialistas é que, embora o vegetarianismo seja uma excelente estratégia preventiva contra doenças da meia-idade, a “receita” para o centenário envolve uma combinação mais complexa de genética, baixo nível de estresse e uma nutrição densa, que nem sempre é suprida apenas por vegetais.