Musculação para adolescentes: confira os benefícios e os cuidados necessários

Ao contrário do que diz antigos mitos, os treinamentos de força não prejudicam o crescimento; entenda

Menino adolescente pratica musculação com halteres
Foto: Freepik

Com o fim das férias e a retomada da rotina escolar, cresce entre crianças e adolescentes o interesse pela musculação — movimento impulsionado, em grande parte, pelas redes sociais e pelo universo fitness. A tendência, porém, levanta uma dúvida frequente entre pais e responsáveis: afinal, a musculação é indicada para adolescentes?

Segundo o endocrinologista pediátrico *Dr. Miguel Liberato, a resposta é sim, desde que a prática seja feita com orientação adequada e cuidados específicos.

Ao contrário de antigos mitos, o treinamento de força não prejudica o crescimento. De acordo com o especialista, quando respeita a idade, o estágio de desenvolvimento e os limites individuais, a musculação contribui para o fortalecimento da estrutura óssea, aumento da força muscular e redução do risco de lesões.

Os benefícios vão além da estética. A musculação ajuda a melhorar a postura, especialmente em casos de jovens que passam longos períodos sentados ou carregando mochilas pesadas, além de favorecer o aumento da disposição e da energia no dia a dia escolar.

“Nessa fase, o foco nunca deve ser a hipertrofia. O objetivo principal é o ganho de coordenação motora, resistência e saúde metabólica”, destaca o médico.

A prática regular de exercícios também está associada à melhora da concentração e à diminuição do estresse acadêmico.

Apesar dos ganhos, o Dr. Miguel faz um alerta importante: a musculação para adolescentes não pode seguir os mesmos protocolos dos adultos. “Não significa que jovens possam circular livremente pelas academias. É indispensável uma avaliação pediátrica prévia para entender o estágio de maturação de cada um”, reforça.

Para que a prática seja segura e eficaz, o especialista destaca alguns cuidados essenciais:

  • Supervisão técnica: acompanhamento constante de um profissional capacitado para trabalhar com o público jovem.
  • Carga adequada: exercícios com pesos, aparelhos ou o próprio peso corporal devem respeitar a idade e o desenvolvimento motor.
  • Acompanhamento médico: avaliações regulares para ajustar os estímulos conforme o crescimento.

“Com a orientação correta, a musculação deixa de ser um tabu e se torna uma excelente ferramenta de saúde, combatendo o sedentarismo e preparando adolescentes para uma rotina escolar mais produtiva e equilibrada”, finaliza o Dr. Miguel Liberato.

Referências Bibliográficas

*Dr. Miguel Liberato é endocrinologista pediátrico formado em Pediatria (CRM 170830) na Universidade Federal do Espírito Santo, com especialização pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e título pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.