Um novo estudo detalhado sobre a fisiologia do exercício trouxe uma revelação surpreendente para os entusiastas do fitness: a natação pode ser mais eficaz do que a corrida para fortalecer o músculo cardíaco. Embora ambas as modalidades sejam excelentes para a saúde, a pesquisa aponta que o ambiente aquático impõe desafios únicos que resultam em um coração mais robusto e eficiente.
Resumo
A grande descoberta: nadadores apresentam uma estrutura cardíaca mais forte e eficiente do que corredores, com ventrículos mais desenvolvidos.
Fator posição: a posição horizontal na água facilita o retorno do sangue ao coração, otimizando o volume sistólico (sangue bombeado por batida).
Pressão hidrostática: a água exerce uma pressão externa que auxilia no preenchimento do coração, gerando adaptações físicas superiores.
Benefício adicional: a natação promove um melhor controle da frequência cardíaca em repouso devido ao treinamento respiratório específico.
A diferença reside na forma como o corpo se adapta ao esforço. Na natação, a posição horizontal facilita o retorno venoso (o sangue volta ao coração com menos resistência da gravidade), enquanto a pressão hidrostática da água auxilia no preenchimento das câmaras cardíacas. O resultado é um aumento na massa do ventrículo esquerdo e uma maior capacidade de bombear sangue a cada batida, superando os índices observados em corredores de longa distância.
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O poder da resistência aquática
Diferente da corrida, onde o impacto nas articulações é uma constante, a natação oferece uma resistência uniforme em todo o corpo. Esse esforço constante exige uma demanda maior do sistema circulatório para oxigenar os músculos, promovendo o que os cientistas chamam de “hipertrofia excêntrica” — um crescimento saudável das cavidades do coração que melhora a performance atlética e protege contra doenças crônicas.
Para os pesquisadores, os achados não invalidam a corrida, mas colocam a natação em um patamar de destaque para quem busca longevidade cardiovascular. Além do fortalecimento muscular, o controle da respiração exigido na piscina treina o sistema nervoso parassimpático, ajudando a manter a frequência cardíaca mais baixa e estável mesmo em situações de estresse.
Com informações da Agência Fapesp