Mortes por ‘supergripe’ crescem 36,9% e acendem alerta no Brasil

Fundação Oswaldo Cruz alerta para o avanço da "supergripe" e crescimento de SRAG em diversas regiões

Influenza A é considera uma "supergripe"
Influenza A é considera uma "supergripe" Foto: FreePik

Os óbitos associados à Influenza A registram um aumento de 36,9% no Brasil nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Dados do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram uma escalada nas mortes causadas pelo vírus conhecido como “supergripe”. Esse avanço reflete o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do País.

O que aconteceu

  • Óbitos por Influenza A disparam 36,9% no Brasil em quatro semanas.
  • A maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste registra alta de casos de SRAG.
  • A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A segue até 30 de maio.

De acordo com a Fiocruz, a maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta sinais de crescimento de casos positivos. Já os estados do Pará, Ceará e Pernambuco registram sinais de queda, enquanto o Paraná começa a indicar aumento no número de casos.

No mesmo período analisado, também houve crescimento relevante nas mortes relacionadas ao rinovírus e à covid-19, com altas de 30% e 25,6%, respectivamente.

Crescimento de infecções respiratórias no Brasil

No consolidado, a prevalência entre os casos positivo de síndrome respiratória aguda grave foi liderada pelo rinovírus (45,3%), seguido por influenza A (27,4%), vírus sincicial respiratório (17,7%), Covid-19 (7,3%) e influenza B (1,5%). Diante desse cenário, o boletim aponta que a maioria dos estados brasileiros se encontra em nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Por que a vacinação é essencial contra a “supergripe”?

Para Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe, os dados reforçam a importância da vacinação, sobretudo para os grupos vulneráveis.

“É fundamental que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirma Portella. Ela acrescenta: “Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento.”

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A começou em 28 de março em todo o País e segue até 30 de maio.