Conheça a injeção com gel transparente que está devolvendo a visão a pacientes

Cientistas utilizam hidroxipropilmetilcelulose em nova técnica para restaurar a visão. Saiba como o polímero sintético pode curar a cegueira degenerativa

Mulher faz exame oftalmológico
Foto: Pexels

Um grupo de pesquisadores internacionais apresentou um avanço promissor no campo da oftalmologia que pode devolver a visão a milhões de pessoas afetadas por doenças degenerativas. A técnica utiliza a hidroxipropilmetilcelulose, uma substância comumente usada como espessante em alimentos e colírios, para regenerar células fotorreceptoras da retina.

  • Pesquisadores utilizam polímero sintético para restaurar a sensibilidade à luz em tecidos oculares;

  • Substância hidroxipropilmetilcelulose atua como suporte para o crescimento de novas células da retina;

  • Tratamento foca em doenças como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinite pigmentosa.

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A descoberta, liderada por especialistas da Universidade de Oxford e outras instituições globais, foca na reconstrução da camada de fotorreceptores. Essas células são responsáveis por converter a luz em sinais elétricos que o cérebro interpreta como imagens. Em condições degenerativas, essas células morrem, mas a estrutura neural que as conecta ao cérebro permanece intacta, o que permite a intervenção por meio de biomateriais.

Diferentemente de abordagens anteriores, que utilizavam componentes biológicos complexos, o uso do polímero sintético oferece uma alternativa de baixo custo e menor risco de rejeição imunológica. Por meio de testes laboratoriais, a equipe demonstrou que o material consegue integrar-se ao olho humano, servindo como uma “ponte” para a recuperação da funcionalidade visual.

A aplicação prática do método ainda depende de testes clínicos em humanos de larga escala. No entanto, a comunidade científica recebeu os dados com otimismo, classificando a inovação como um passo decisivo para eliminar a cegueira causada por danos na retina. Especialistas ressaltam que a facilidade de produção da hidroxipropilmetilcelulose pode democratizar o acesso ao tratamento no futuro.